segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tomada de Decisão: Modelos

Os modelos organizacionais que envolvem a tomada de decisões são importantes para entender quais suas características principais  e quais poderão se adaptar numa possível resolução de problema. Veja alguns deles:

Modelo Racional de Decisão

É caracterizado por elevar os objetivos da organização como um todo, levando em consideração as alternativas para atingir esses objetivos. Esse modelo é baseado num raciocínio técnico, em que o tomador de opinião se baseavam na lógica e na objetividade para a resolução de problemas.

Modelo da Racionalidade Limitada ou de Carnegie

É caracterizado pelo critério de que: não é possível conhecer todas as possibilidades para tomar uma decisão, por falta de recursos, informações e análise das mesmas. Esse modelo utiliza a racionalidade limitada e a heurística (fazer inovações imediatas para atingir metas).

Modelo Incrementalista 

É caracterizado pela praticidade e aliado a realidade que o cerca, esse modelo demonstra que o racionalismo é limitado e que é necessário focar nas informações essenciais para se resolver o problema.

Modelo Desestruturado 

É caracterizado pela tomada de decisões estratégicas desestruturadas que são provenientes de problemas desconhecidos e de difícil resolução. No início da tomada de decisões o problema é desconhecido. Não se conhece alternativas e nem soluções para a resolução. Assim, o processo decisório é um pouco turbulento e sofre alterações quando os gestores enfrentam dificuldades no processo e buscam uma alternativa que se encaixe no contexto. 

Modelo da Lata de Lixo

É caracterizado pela tomada de decisões, na qual as soluções pensadas não são analisadas criteriosamente. Esse modelo, segundo os autores, é utilizado em ambientes ambíguos, chamados de “anarquias organizadas”, assim a busca pelas soluções vem antes do problema existir, as pessoas buscam na “lata de lixo” os problemas para serem resolvidos.

Modelo Comportamentalista

Caracterizado pela tomada de decisão mais adequada e baseada no comportamento dos indivíduos dentro das organizações, os gestores devem prever o impacto de suas decisões sobre os indivíduos para evitar conflitos com os mesmos.

Tomada de Decisão: Processo Decisório

Atores 

Nos ambientes organizacionais existem várias atividades em que o gestor deve tomar as decisões corretas, ao longo do processo. O indivíduo responsável por tomar decisões pode ser um governador, o presidente da organização, um diretor técnico de uma escola, ou grupos, como entidades, conselhos de ministros, comitês, juri, etc. Estes são conhecidos como os atores do processo decisório que irão avaliar e se basear nos valores do sistema que está inserido. Juntamente com os atores estão todos aqueles que sofrem as consequências das decisões. Tanto para organizações públicas, quanto para privadas existem processos que envolvem o planejamento de projetos que necessitam do processo decisório para evitar possíveis problemas futuros e garantir a eficácia na decisão.



Etapas 



Em Administração, Herbert Simon, um economista americano, foi um dos precursores da Teoria das Decisões. Sua teoria foi  capaz de explicar sobre o comportamento humano dentro das organizaçõs, no livro O Comportamento Administrativo. Ele enfatizou também que, as organizações são sistemas de decisões e de acordo com a Teoria Comportamental, cada funcionário dentro de uma organização participa da tomada de decisões individuais sobre determinado assunto na empresa, sempre considerando os critérios racionais e buscando resultados futuros.
Existem teóricos que se baseiam na tomada de decisão por várias perspectivas, mas conforme os estudos de diversos autores sobre o tema, as organizações seguem os seguintes passos:
  1. Expor o problema;
  2. Fazer um esqueleto do problema e relacionar suas partes, afim de construir um modelo;
  3. Montar o problema de forma técnica;
  4. Fazer uma simulação ou teste do modelo e as possíveis soluções;
  5. Determinar e delimitar uma forma de controle sobre a situação;
  6. Colocar em prática a melhor solução dentro da organização.

Os teóricos Koontz e O`Donnell, entendem a tomada de decisões como parte do planejamento administrativo.  Já Chiavenato delimita e explica que o processo decisório deve ser o foco do administrador. A cada dia as teorias sobre o processo decisório evoluem e novas perspectivas surgem para descobrir o melhor método para a tomada de decisões.
De acordo com o “pai” da tomada de decisões, Simon define decisão como um processo de análise e escolha das alternativas que uma pessoa poderá definir, sendo parte do processo administrativo a tomada de decisões. Assim, nesse processo existem os seguintes elementos:
» Tomador de decisões – aquele que decide ou escolhe um conjunto de alternativas para a ação.
» Objetivos – que o tomador de decisões quer alcançar;
» Preferências – critérios usados na hora da escolha;
» Estratégia – planos de ação utilizados para atingir determinados objetivos, dependendo dos recursos que possui;
» Situação – compreensão do contexto e do ambiente que irá ser atingido pela sua decisão;
» Resultado – consequência da estratégia utilizada pelo tomador de decisões.

Tomada de Decisão

Qualquer escolha que se faça numa organização implica numa tomada de decisão. Em todos os níveis e subunidades, as pessoas decidem e assim determinam a quantidade de criação de valor. 
    A tomada de decisão é o processo de responder a um problema, procurando e selecionando uma solução ou ação que irá criar valor para os acionistas da organização, sendo o problema de diversas naturezas, como o de procurar os melhores recursos, decidir como fornecer um serviço ou saber como lidar com um competidor agressivo.

Existem dois tipos básicos de decisão: as programadas e as não-programadas
  • As decisões programadas são repetitivas e rotineiras e fornecem estabilidade, aumento de eficiência e redução de custos. 
  • As decisões não-programadas são novas e desestruturadas, cujas soluções são encontradas à medida que os problemas aparecem, por isso requerem mais atividades de pesquisa dos gerentes para encontrar a solução.

Como melhorar a tomada de decisão?
Para superar os efeitos das influências cognitivas, algumas estratégias podem ser implementadas: 
  • Aumentar a tolerância dos grupos dos gerentes; 
  • Avaliar diversas propostas de solução escolhendo a melhor, ou desenvolver uma estrutura colateral; 
  • Uma organização informal de gerentes paralela à formal para espelharem; 
  • Avaliarem as tomadas de decisão e ações dos gerentes da estrutura formal.
Os gerentes precisam ser estimulados a desaprender idéias antigas e testarem suas habilidades de tomada de decisão. Algumas idéias para promoverem essa melhoria são: 
  • Coletar novas informações para avaliarem novas alternativas (pesquisas mostram que, na prática, essas idéias não são bem aceitas); 
  • Converter eventos em oportunidades de aprendizado e assim motivarem-se a encontrar novas respostas e formas de visão para algumas situações; 
  • Gerar novas alternativas de comportamento, motivando a aprendizagem.

A Análise de SWOT

O que é a Análise de SWOT?

    Nos dias de hoje, há uma palavra que é praticamente fundamental para todo negócio: Planejamento. É justamente disso que se trata a Análise de SWOT. O termo SWOT é um acrônimo das palavras strenghts, weakness, opportunities e threats que significam, respectivamente: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

    Conceitualmente, a análise se trata de uma ferramenta estrutural da administração, que possui como principal finalidade avaliar os ambientes internos e externos, formulando estratégias de negócios para a empresa a fim de otimizar seu desempenho no mercado.
   O SWOT consegue maximizar as oportunidades do ambiente através dos pontos fortes da empresa e ainda minimizar as ameaças e pontos fracos que esta possui.




Quando ela é geralmente aplicada?
   Essa ferramenta é geralmente utilizada durante o planejamento estratégico, promovendo uma análise do ambiente interno e externo, com o objetivo de compilar tudo em uma matriz e assim facilitar a visualização das características que fazem parte da sigla. Qualquer organização pode fazer uso da análise competitiva. Analisando os pontos fortes e fracos da concorrência, assim como suas estratégias e comportamentos. Dessa forma, se torna mais fácil para a organização traçar uma estratégia competitiva forte e que funcione, com isso é possível fazer com que o plano de ação consiga reduzir os riscos e aumentar as chances do sucesso do negócio.


Ambiente Organizacional

Conceito
O ambiente organizacional refere-se ao conjunto de forças, tendências e instituições, tanto externas como internas à organização, que têm potencial para influenciar o desempenho organizacional.


Ambiente Externo
O ambiente externo é o contexto no qual as organizações existem e operam, sendo constituído pelos elementos que se encontram fora dos limites da organização.

Ambiente Interno
O ambiente interno é composto pelos elementos internos da organização, como trabalhadores, administradores, cultura organizacional, tecnologia, estrutura organizacional e instalações físicas.

Outro fator importante no ambiente organizacional é o clima organizacional que é a cultura adotada por um empresa, cada uma tem seu histórico e costumes o qual deve ser conhecido para buscar a melhor forma de administrar.


importância do estudo do ambiente consiste na possibilidade de verificar pontos críticos de pressão ambiental e identificar prováveis tendências de mudança, além de aumentar o poder de previsibilidade e controle, de proatividade (agência) da organização sobre os elementos externos e de desenvolvimento de mecanismos de gestão de impactos ambientais.